martes, 4 de marzo de 2014

Senhora do Almurtão




Senhora do Almurtão
A música da Senhora do Almurtão é uma música tradicional das romarias de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco. Esta música é cantada especialmente em honra da santa padroeira de Idanha-a-Nova, a Senhora do Almurtão.
Gravação realizada no Conservatório Regional de Castelo Branco
Piano - Brian Farinha
Flauta Transversal - Eliana Moreira
Violoncelos - Catarina Marques e Inês Belo
Guitarras - Cláudia Riscado e João Prata
Percussão - César Martins e João Barata
Adufe - Leonor Marques                                                                   

(Agradecimentos:  Conservatório Regional de Castelo Branco - professores Ema Casteleira e Horácio Pio)

Letra da música cantada pelos alunos
Senhora do Almurtão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira a flor de laranjeira

Olha a laranjinha
Que caiu, caiu
Num regato de d´água
Nunca mais se viu

Nunca mais se viu
Nem se torna a ver
Cravos à janela
Rosas a nascer

O Adufe
O adufe tocado na música interpretada pelos alunos é um instrumento musical português. É um pandeiro membranofone quadrangular. No seu interior são colocadas sementes ou pequenas soalhas, a fim de enriquecer a sonoridade. Os lados do caixilho medem aproximadamente 45 centímetros. O adufe é segurado pelos polegares de ambas as mãos e pelo indicador da mão direita, deixando deste modo os outros dedos livres para percutir o instrumento.
Foi introduzido pelos árabes, na Península Ibérica, entre os séculos VIII e XII. Hoje, encontra-se essencialmente concentrado no centro-leste de Portugal (distrito de Castelo Branco), onde é executado exclusivamente por mulheres, acompanhando o canto, sobretudo por ocasião das festas e romarias.

Adufe

Lenda da Senhora do Almurtão
Conta a lenda que um dia, um pastorzinho andava a vigiar o seu rebanho e, no meio de uma murta, encontrou uma imagem de pedra que o encantou, a quem deu o nome de “bonequinha”. Ele ficou tão contente que a meteu no seu saco, para ir mostrá-la à mãe. Quando chegou a casa, contou à mãe o que se tinha passado, mas, quando ia mostrá-la, não a encontrou.
No dia seguinte, foi encontrá-la de novo no meio da mesma murta e voltou a metê-la no seu saco, mas quando chegou a casa não a encontrou outra vez. Esta cena repetiu-se várias vezes, até que o pastorzinho e a sua mãe contaram a amigos e familiares. Todos os que souberam deste acontecimento acabaram por concluir que a linda “boneca” era a Virgem, a quem deram o nome de Senhora do Almurtão. Depois acabaram por construir uma capela em honra à Santa, onde o pastorzinho encontrou a “boneca”.
Atualmente, no dia da Senhora do Almurtão (feriado móvel, pois acontece na segunda segunda-feira após a Páscoa), cantam-lhe canções ao som do adufe, fazem procissões, há feira e diversões para os mais novos….

Inês Belo, Cláudia Riscado, Catarina Marques, Eliana Coelho, João Prata, João Barata, César Martins, Brian Farinha, Leonor Marques, 7.º B - FV 

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